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Construções Poéticas

  • Foto do escritor: Eliza Rebeca Simões Neto Vazquez
    Eliza Rebeca Simões Neto Vazquez
  • 22 de abr.
  • 2 min de leitura

Azulejos artesanais com inscrições no barro


Tenho buscado diversas formas de compreender a terra, dentre elas, o manuseio do barro.

Argila para moldar utensílios, azulejos, esculpir e dar forma à imaginação.

Terra para pintar paredes, quadros, tecidos;

Terra para brotar flores, canteiros, paisagens;

O que a terra tem para ensinar?

"a terra dá, a terra quer" Ah, Nêgo Bispo...

Como posso devolver para terra o que a terra dá?

Composteira, agroecologia,, diminuir pegadas. Entender sobre ciclos e ter paciência da espera.

Louvor à Terra: Uma viagem ao Jardim - Byung Chul Han com jardins tão diferentes do meu cerrado e uma percepção tão próxima à minha sobre a relação com a terra.


Penso em ter um jardim poético, com flores e plantas medicinais, que reúnem abelhas e borboletas, com banquinhos de se ouvir poesias e reflexões, com redário literário. Com espaços para plantio monitorado - onde os visitantes podem acompanhar, mesmo que longe, o crescimento de suas bebês plantas.


No caminho e entre os canteiros, haverão calçamento poético e imagético - com barro moldado, prensado e inscrito - na cor das terras coletas, em uma miríade de pisadas que alertam sobre o sensível.


Próximo do meu jardim sensório haverá uma cozinha pro preparo das plantas medicinais e comidinhas com flores. Haverá um forno de queima de utensílios cerâmicos. E muitos bancos embaixo das árvores. Locais de leitura, de bordar folhas, de estar, de dormir e de sonhar.


Porque o sonho, a pausa e a espera andam raros nos dias de hoje. É preciso ter espaços para relembrar como se sonha, como se descansa e como se envolve.


Não haverá wi-fi e nem espelhos, apenas o das águas.


Entre os ouvidos passarão sabedorias de Manoel de Barros... música eletroacústica para ser ouvida ao pé da água, com frases de Manoel.

 
 
 

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