Fragmentos do Porvir
- Eliza Rebeca Simões Neto Vazquez
- 22 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 27 de jan.
O que nos reserva o amanhã? Como manter viva a chama do amor e da esperança, almejando novos possíveis futuros e horizontes?
Vinicius da Silva, estudioso de bell hooks, nos fala sobre a potência do amor para a criação de futuros possíveis.
O amor pela humanidade, pelo outro, que celebra as diferenças, onde a liberdade faz morada e viceja múltiplas formas de existência que não aniquilam sonhos, modos de viver, saberes.
A partir do amor, onde respeita-se e deixa que cada ser "seja o que se é", em liberdade e respeito, podemos construir comunidades amadas, tal como preconiza bell hooks. Comunidades onde todas as vozes sejam respeitadas, ouvidas, acolhidas em amoroso diálogo. Não sem conflito, posto que é parte do encontro, mas com posicionamentos que não diminuam a existência do outro.
Lembro de Han, em seu livro 'perda ou expulsão do outro", nos fala de como a Sociedade do Cansaço, que de tão preocupada com o próprio desempenho, meritrocracia e em paixão narcísica, elimina o "outro" a diferença, recolhendo-se em bolhas informacionais que retroalimentam sua forma de pensar. Gerando uma sociedade individualizada, cheia de certezas, que aniquilam a diferença e perdem desta maneira a fricção de ideias, pensamentos e sentimentos.
Fabrício Pereira da Silva, no livro " Em busca da Comunidade", dialoga com o pensamento de bell hooks, de Han, e de Silva - a importância da comunidade para fortalecimento da presença, do sonho, da pertença. A reconexão do ser humano com o tempo presente, com o entorno, trazendo a importância do território e da comunhão com a cultura local.



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