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Um ano depois

  • Foto do escritor: Eliza Rebeca Simões Neto Vazquez
    Eliza Rebeca Simões Neto Vazquez
  • 8 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Em 2024 mudei de cidade, de rotina e de objetivos. Larguei a direção de um Centro de Formação de Profeossores e segui rumo à Campinas para ser estudante novamente. Fui com a intenção de retomar minha essência, me propor um novo caminho, descansar da agenda brutalizante que eu havia vivido nos últimos 4 anos.

Agora que me encontro em 2025, o ano se inicia e as reflexões brotam sobre o que vivi e como quero seguir por este novo ano que se descortina.

Foram diversos os aprendizados de 2024 e, aos poucos, acredito que as reflexões vão surgir por aqui. E o que é o "aqui" esse lugar digital no qual escrevo e me proponho a produzir?

Andarilhagens e cruzos foram duas palavras que estiverem presentes no meu primeiro semestre... encontrar a metodologia de narrativa autobiográfica gerou um mundo de reflexões para mim. "Isso pode? Tem valor acadêmico? É interessante? Consigo fazer? Qual a medida para dosar o que é contação de histórias e o que é ciência? Se não narrarmos nossa história, quem falará por nós? Como posso ser ouvido se não me permito falar?"

Dentre essas e outras reflexões, nasce o desejo de montar esse site... que trouxesse ao longo da minha jornada acadêmica as reflexões, os sonhos, as artes, as desimportâncias essenciais.

Comecei a rascunhar a ideia do site em julho de 2025 e parei...

Retomo aqui em Atlanta, em 08 de janeiro de 2025.

Retomo aqui por que tenho o tempo necessário para este ócio criativo, retomo porque vejo a necessidade de rotina e produção que estimule a criatividade, retomo porque acredito no potencial desta prática, que espero, se torne diária.

Criar um som, uma imagem ou um texto por dia. Arquivar por aqui, deixando pistas do meu caminhar que talvez iluminem a minha cartografia da pesquisa.

Entre idas e vindas de ônibus para o Campus da Universidade, fui achando um novo jeito de me deslocar, reencontrando uma pausa em movimento, reaprendendo a me deslocar flanando pela cidade. Com tempo, com economia, com o olhar atento... e com sol sempre dentro.


 
 
 

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